A justiça de Maringá declarou ilegal as 28 demissões e 4 advertências dos servidores que participaram da greve de 2006. As demissões ocorreram em 2007, um ano após a greve.
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Demissões de 28 grevistas maringaenses em 2007 é ilegal, declara Justiça

A justiça de Maringá declarou ilegal as 28 demissões e 4 advertências dos servidores que participaram da greve de 2006. As demissões ocorreram em 2007, um ano após a greve.

Os trabalhadores foram reintegrados por força de liminar, ainda em 2007, mas o processo seguiu na justiça, sob a responsabilidade dos advogados da CSP-CONLUTAS, Avanilson Araújo e Eliana Ferreira.

Dentre os demitidos, está a professora Priscila Guedes, que disputou nas eleições municipais de 2016, em Maringá. Outra demitida, é Ana Pagamunici, presidente do SISMMAR à época.

Em sentença do dia 28 de agosto de 2017, o juiz Fabiano Rodrigo de Souza considerou que as demissões ilegais. A sentença dá razão ao SISMMAR e condena o Município pelo ato arbitrário.

“De nossa parte, sentimo-nos moralizados e confiantes de que só a luta consciente e organizada dos trabalhadores pode transformar a realidade! ”, informou Priscila, em nota.

Greve

De acordo com a professora, a greve de 2006 foi marcada pela “forte repressão e punição aos servidores por parte da administração municipal”. O prefeito Silvio Barros II, à época, tentou deslegitimar a entidade sindical e as lutas da categoria.

A Prefeitura Municipal ainda pode recorrer. “Mas este processo é evidentemente um processo político de administrações anteriores, com medidas que foram ilegais e que agora se tornam nulas”, conclui a nota.

A justiça de Maringá declarou ilegal as 28 demissões e 4 advertências dos servidores que participaram da greve de 2006. As demissões ocorreram em 2007, um ano após a greve.
Grevistas comemoram reintegração, em 2007. Foto: Priscila Guedes/divulgação.