Ex-servidora “aterrorizou” criança autista com piolho de cobra em creche de Maringá – SarandiPR.com

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Ex-servidora “aterrorizou” criança autista com piolho de cobra em creche de Maringá

O MP (Ministério Público) ofereceu denúncia contra uma ex-servidora pública de Maringá por praticar maus tratos a duas crianças da creche onde trabalhava. Ela foi acusada de usar um piolho de cobra para “aterrorizar” um menino autista.

As agressões ocorreram nos meses de outubro e novembro de 2013, no CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) Afonso Vidal César, na Vila Morangueira. A ex-servidora trabalhava na Prefeitura de Maringá há 20 anos.

Segundo a denúncia, a auxiliar de creche A.M.P.C. submeteu a criança a maus tratos. Ela bateu no pé do menino com o tênis “apenas pelo fato de que ela (criança) não conseguia calçar o tênis sozinha”.

“Além disso, a ré assustou a referida criança com um frasco com álcool contendo um animal conhecido como ‘piolho de cobra’, ameaçando jogá-lo na criança”, destacou a Promotoria de Justiça em denúncia.

A acusação citou outro caso em que a ex-servidora “aterrorizou” um menino ameaçando colocar o piolho de cobra “na boca da criança e também em suas vestes íntimas”. A criança foi puxada de “forma violenta”.

Exonerada

As violências foram filmadas pela também servidora G.D.S.G., e o caso virou PAD (Processo Administrativo Disciplinar). A auxiliar de creche foi demitida em junho de 2014, 20 anos após ingressar no serviço público.

“Em razão desses fatos e por ter o hábito de proferir palavras de baixo calão contra as crianças da aludida creche, além de dormir em serviço e realizar atividades particulares no horário de expediente, a ré foi demitida”, destacou a denúncia.

Denúncia

O promotor Pedro Ivo Andrade teve base em PAD da Prefeitura de Maringá, que concluiu que a auxiliar de creche “praticava maus tratos a crianças sob seus cuidados” no CMEI, para fazer a denúncia. Ele pediu a condenação da ré por improbidade administrativa.

O inquérito civil que deu origem às investigações foi instaurado em maio de 2015. A denúncia, oferecida em 24 de fevereiro deste ano.

Auxiliar de creche tinha 20 anos de serviço público. Foto: Angelo Miloch/SarandiPR.com.

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