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Prefeitura “sequer” indicou diretor técnico da UPA ao CRM-PR

A Prefeitura de Sarandi “sequer” indicou o diretor técnico da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Gustavo Farias ao CRM-PR (Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná). A informação é do próprio Conselho, e foi informada na segunda-feira (13).

“A nova administração não indicou sequer, até o momento (segunda, 13), o nome do diretor técnico dessa UPA, já que o anterior foi destituído ao término da gestão municipal em 31/12/16”, informou, por nota, o Conselho, ao SarandiPR.com.

“A direção técnica é indispensável nos serviços médicos, eis que ela tem a responsabilidade sobre toda a assistência e seus eventuais problemas”, completou o CRM.

Na terça (14), o SarandiPR.com questionou, junto à assessoria de imprensa da prefeitura, o nome do diretor técnico da UPA e a data em que ele assumiu a direção técnica da unidade. Caso não houvesse diretor, a reportagem questionou o porquê.

Embora tenha sido específica sobre a direção técnica da UPA, a assessoria de imprensa informou apenas o nome do diretor clínico da unidade: Josiel Cordeiro de Lima assumiu no começo de fevereiro, segundo a administração.

Ao final da tarde da terça, o nome do cirurgião-dentista, Allan Marcio, responsável pelo Portal Controle Social Sarandi e comentarista da Rádio Banda 1, foi divulgado nas redes sociais como novo diretor da unidade.

CRM

Veja, abaixo, o que diz o Conselho Regional de Medicina sobre a diferença entre diretor técnico e diretor clínico:

As funções de direção técnica e clínica são distintas, embora um mesmo médico possa exercê-las conjuntamente em unidades de saúde de menor porte, como hospitais até 50 leitos, mas desde que, na condição de diretor clínico, o profissional seja eleito de forma direta pelos seus pares do corpo clínico.

Em linhas gerais, o diretor clínico é o médico representante e coordenador do corpo clínico, funcionando como elo com a direção técnica e/ou a direção geral de uma instituição de saúde.

O diretor técnico tem a incumbência de assegurar condições dignas de trabalho e os meios indispensáveis à prática médica, visando o melhor desempenho do Corpo Clínico e demais profissionais de saúde em benefício da população usuária da instituição. Quer dizer, é um médico contrtado pela direção geral da instituição e por ela remunerado para assessorá-la em assuntos técnicos, sendo assim o principal responsável pelo exercício ético da Medicina no estabelecimento, não somente perante o Conselho como, também, perante a Lei.

No âmbito de suas respectivas atribuições, diretor técnico e clínico respondem perante ao CRM pelo descumprimento dos princípios éticos ou por deixar de assegurar condições técnicas de atendimento, sem prejuízo de ações penal ou civil.

A legislação vigente fixa: “Nenhum estabelecimento de hospitalização ou de assistência médica, público ou privado, poderá funcionar, em qualquer ponto do território nacional, sem ter um diretor técnico e principal responsável, habilitado para o exercício da medicina nos termos do regulamento sanitário federal.

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