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Prefeitos se únem contra corte de professores na UEM

O reitor da UEM (Universidade Estadual de Maringá), Mauro Baesso, reuniu prefeitos, vereadores e secretários municipais de todas as cidades onde a UEM mantém câmpus regionais. O objetivo do encontro foi pedir o apoio político para tentar reverter uma decisão do governo do estado que propõe duríssimo corte na contratação de professores para as universidades estaduais do Paraná.

No caso da UEM, das 15.840 horas solicitadas para contratação de professores em Regime Especial, só foram autorizadas 6.289. Menos da metade pedida, comprometendo até o início do ano letivo. O reitor emitiu nota em repúdio à medida, nesta segunda-feira (27) (leia mais).

Baesso salientou que não é de hoje que a UEM enfrenta dificuldades com custeio e para saldar compromissos como pagamento de água e energia elétrica. “Só que agora a Universidade foi atingida no coração”, disse. Para o reitor, faltou sensibilidade e conhecimento técnico para a equipe do governo, que parece estar adotando critérios estritamente econômicos ao ditar medidas como essa.

O apelo da UEM ecoou além do esperado. Em todas as falas registrou-se o reconhecimento do papel da UEM nos diferentes municípios, bem como o apoio incondicional em defesa da Universidade que é, reconhecidamente, um Patrimônio Público do Paraná.

O primeiro a se manifestar foi o prefeito de Cianorte, Claudemir Romero Bongiorno. Ele declarou que o deputado Jonas Guimarães teve, hoje (28), uma audiência com o Chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni. Em conversa por telefone, Guimarães informou que Rossoni havia sinalizado que o governo já está revendo a medida. Bongiorno disse que pediu pessoalmente a intervenção do deputado e declarou apoio à UEM.

O vice-prefeito de Maringá, Edson Scabora, teceu sérias críticas à política do governo do estado no que diz respeito à educação superior, desconsiderando o papel das universidades no desenvolvimento do Paraná. “Maringá é uma cidade financeiramente independente e por isso tem força. Ou o governo nos ajuda na questão da UEM ou não vamos ajudá-lo”, declarou Scabora.

Para o prefeito de Ivaiporã, Miguel Amaral, a luta é de todos. Ele chamou não só a classe política, mas a sociedade a mobilizar os deputados estaduais, sensibilizando-os para a urgência do problema criado. Destacando ações que o município vem empreendendo em prol da UEM, disse que continuará fazendo a sua parte.

O papel da sociedade como instrumento mobilizador, também foi destaque na fala do padre Leomar Montanha, que representou o arcebispo de Maringá, Dom Anuar Batistti.

A Universidade também recebeu apoio do prefeito de Goioerê, Pedro Coelho, que se comprometeu a enviar ofício do governador Beto Richa em defesa da UEM. Ele ainda destacou a participação da UEM no desenvolvimento da cidade e na formação de profissionais altamente qualificados.

O vice-prefeito de Cidade Gaúcha, Vardemir Silvestre, a secretária de educação do município de Umuarama Maria Clory, e a secretária de educação de Diamante do Norte, Luzia Navarro, garantiram igual apoio ao falar em nome dos respectivos prefeitos.

Também compuseram a mesa principal o vice-reitor Julio Damasceno, a reitora Neusa Altoé, gestão 1998 – 2002, e o vereador Carlos Mariucci, representando a Câmara Municipal de Maringá. A reunião ainda registrou a presença de vários outros políticos de Maringá e região, de professores e alunos da UEM.

Planejamente acadêmico

Baesso salientou que o planejamento do ano acadêmico é feito regularmente em setembro, quando os chefes de departamentos informam, tecnicamente, o quantitativo necessário de horas aula. Em dezembro, o Conselho de Administração aprova a carga horária, que deve estar em consonância com o quantitativo determinado pela Assembleia Legislativa. A partir daí, abrem-se os processos seletivos que irão culminar com a contração dos professores temporários. A sistemática é necessária uma vez que o governo não vem autorizando concurso para professores efetivos.

Cortar carga horária às vésperas do início do ano letivo é desconsiderar todo esse planejamento, segundo o reitor. Procurar o apoio da classe política e da comunidade universitária foi a saída imediata encontrada, considerando que o canal de diálogo com o governo fechou-se. O fato é que a iniciativa resgatou o papel da UEM, que historicamente protagonizou lutas em defesa da universidade pública e de qualidade.

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