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Soldado que levou Jadson pra tomar “corretivo” volta ao trabalho

O policial militar Jonatan Vinícios Goulart, 31 anos, envolvido na morte do adolescente Jadson José de Oliveira, em Sarandi, voltou ao trabalho no início da semana. Ele estava em cautela de recolhimento domiciliar.

O corpo de Jadson foi encontrado na região da Estrada do 8, no dia 17 de agosto. Ele e dois amigos foram abordados por Goulart e pelo soldado Marco Aurélio Onishi, 37 anos, no dia 10. Jadson foi morto com dois tiros na cabeça.

A Polícia Civil de Sarandi investigou o caso e, após a conclusão do inquérito, o delegado do município, Reginaldo Caetano, indiciou Onishi pelo crime. Goulart, dirigiu a viatura no percurso. Ele foi indiciado por abuso de autoridade e ocultação de cadáver.

Segundo Caetano, Goulart foi indiciado por abuso de autoridade por ter levado Jadson a lugar rural em vez da delegacia. De acordo com o delegado, o soldado achou que Onishi daria “um corretivo”, “uma surra”, no adolescente.

Tapa ou susto”

O advogado que defende Goulart no caso, Clayton Eduardo Gomes, disse que o “corretivo” seria um “tapa ou susto”. Questionado se o soldado seria conivente com a agressão, ele disse que “não” e que, por isso, “responderá pelo abuso de autoridade”.

Sobre as acusações imputadas a Goulart, o advogado relatou ser “os indícios que esperávamos”. Na defesa, Gomes alegará que o soldado foi ameaçado por Onishi mediante “coação moral irresistível”.

Hoje, ele tá mais tranquilo de não ter sido acusado de ter praticado o homicídio. De fato, ele não conhecia Onishi. Foi o primeiro dia deles trabalhando juntos. Ele tirou um peso da consciência –, disse Gomes, ao SarandiPR.com, sobre Goulart.

Expulsão

O soldado Goulart deixou a prisão domiciliar na segunda-feira (19), quando passou a prestar serviços administrativos na PEM (Penitenciária Estadual de Maringá). Ele e Onishi também foram investigados por um IPM (Inquérito Policial Militar) da PM.

No dia 14 deste mês, ao apresentar a conclusão do IPM, o coronel da PM de Maringá, Antônio Roberto Padilha, em entrevista a imprensa, adiantou que “independente da conclusão do Tribunal do Juri, já, de imediato, a gente pede a exclusão dos militares.”

A assessoria de imprensa da Polícia Militar do Estado do Paraná não informou, até as 18 horas desta quinta-feira (22), se a corporação expulsará Goulart e Onishi. A reportagem contatou a assessoria no início da tarde de ontem (21), por email.

*No destaque, foto de www.andrealmenara.com.br.

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