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Soldado Onishi matou Jadson, conclui Polícia de Sarandi

O soldado da PM (Polícia Militar) Marco Aurélio Onishi foi o assassino de Jadson José de Oliveira, morto aos 17 anos, no mês passado. Foi o que constatou inquérito da Polícia Civil de Sarandi, que investigou ao caso.

“O exame balística restou positivo. Todas as provas colhidas pela polícia são revistas pela Justiça. São provas incontestáveis.”

O delgado de Sarandi, Reginaldo Caetano, informou que pedirá a prisão preventiva de Onishi ainda nesta quarta-feira (21) – a prisão preventiva vence no próximo dia 28. O soldado segue preso no 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar), em Maringá.

O adolescente foi morto com dois tiros na cabeça, segundo investigação da Polícia Civil. Uma capsula e um projétil, ambos da pistola calibre 9mm de uso restrito e apreendida na casa de Onishi, levaram a polícia a concluir que ele foi o executor do crime.

O exame balística restou positivo. Todas as provas colhidas pela polícia são revistas pela Justiça. São provas incontestáveis –, ressaltou o delegado Caetano, ao SarandiPR.com.

Ainda segundo o delegado, a perícia constatou que Jadson foi atingido por um tiro na testa. Já caído, ele levou outro tiro acima da nuca, “de misericórdia”. O projétil do segundo tiro soterrou no chão, mas foi encontrado pela polícia e apresentado como prova.

39 anos

Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil pedirá prisão preventiva de Onishi. O soldado foi indiciado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e posse de arma de uso proibido, em função da pistola marca Persa de fabricação argentina.

Caso condenado, Onishi poderá pegar até 39 anos de prisão, segundo o delegado. Contatada pela reportagem, por telefone, as 16h30, a defesa do acusado não deu retorno até as 17h40.

O outro policial envolvido no caso, Jonatan Vinicius Goulart, foi indiciado por ocultação de cadáver e abuso de autoridade. A defesa dele disse que “já eram os indícios que esperávamos” (leia mais neste link).

Caso Jadson

O corpo de Jadson foi encontrado na região da Estrada do 8, em Sarandi, na tarde de quarta-feira, dia 17 de agosto. O adolescente e dois amigos foram abordados pela PM por volta das 21h do dia 10, na Rua Machado de Assis, no Jardim Independência.

A morte do adolescente repercutiu após familiares acusarem os policiais de executar Jadson. A PM afastou Onishi e Goulart para “preservar a imagem da corporação”, e instaurou um IPM (inquérito policial militar).

Na semana do dia 22 de agosto, Goulart foi à Polícia Civil e acusou Onishi pelo crime, que rebateu a acusação na semana seguinte. O inquérito da Polícia Civil e o IPM apontaram Onishi como autor do crime.

*No destaque, foto de André Almenara: www.andrealmenara.com.br.

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