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Polícia Civil do Paraná reforça machismo com “Operação Feminazi”

A Polícia Civil do Paraná, por meio da 8ª Subdivisão Policial, de Paranavaí, nomeou de “Operação Feminazi” operação que investigou quadrilha liderada por uma mulher. O termo, pejorativo, foi relacionado à feministas “com ideais extremistas”.

A operação foi realizada no sábado (10), e resultou na prisão de 13 pessoas. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos integram quadrilha de tráfico de drogas, roubo e organização criminosa que atuavam na região.

As prisões ocorreram nos bairros Centro, Jardim São Jorge e Conjunto Eteregiovini e nos municípios vizinhos de Mandaguarí, Cambé e Umuarama. Os presos tem idades entre 18 e 37 anos. Durante a ação, duas meninas de 12 e 17 anos foram apreendidas.

As investigações iniciaram em maio deste ano. O “principal alvo” da operação era uma mulher de 37 anos, que mesmo cumprindo prisão domiciliar, por seu estado médico – ela precisa fazer hemodiálise três vezes por semana por problemas no rim – atuava como líder local da organização criminosa que atua dentro de prisões, além de comandar o tráfico de drogas no município de Paranavaí.

A líder da quadrilha deverá ser transferida para o Complexo Médico Penal nos próximos dias, devido sua condição médica. Os menores foram ouvidos e liberados.

Em release publicado no site oficial da Polícia Civil do Paraná, a instituição comentou como se deu a nomeação da operação:

A operação foi chamada de feminazi porque a líder da organização é uma mulher. O termo é popularmente usado por feministas radicais com ideias extremistas que tem como objetivo estar em uma situação de superioridade em relação aos homens“.

O termo feminazi é repudiado pelas feministas por ser pejorativo e relacionar o Feminismo com o Nazismo.

operacao-feminaziPrisões aconteceram no sábado (10). Foto: Reprodução Polícia Civil do Paraná.

Feminazi

A suspeita de liderar a quadrilha foi presa em sua residência na área Central de Paranavaí. Durante as diligências foram apreendidos aproximadamente três quilos de maconha, três gramas de crack, cinco gramas de cocaína, um revólver e oito munições.

O delegado-chefe da 8ª SDP, Luiz Carlos Mânica, conta que a mulher de 37 anos é muito respeitada e temida com quem se relacionava no meio criminoso.

Ela é responsável por toda a logística de tráfico de drogas em Paranavaí, inclusive tendo exclusividade de vendas em alguns bairros, onde determinava quem e onde poderia ser comercializado os entorpecentes”, reitera Mânica.

Os suspeitos continuam presos na carceragem temporária da Cadeia Pública de Paranavaí, onde permanecem à disposição da Justiça, seis deles além de serem presos pelo mandado de prisão preventiva, foram autuados por tráfico de drogas.

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