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Delegado não descarta ouvir PMs do caso Jadson frente a frente

O delegado de Sarandi, Reginaldo Caetano, não descarta fazer uma acareação com os dois policiais militares envolvidos na morte de Jadson José de Oliveira. Neste caso, os investigados dariam depoimentos frente a frente.

Jadson desapareceu dia 10 de agosto após ser abordado pelos dois policiais militares na Rua Machado de Assis, Jardim Independência, as 21h. Ele foi encontrado morto na tarde de quarta-feira (17), em Sarandi. O adolescente tinha 17 anos.

A morte do adolescente repercutiu após familiares acusarem aos policiais de executar Jadson. A PM (Polícia Militar) afastou os envolvidos para “preservar a imagem da corporação”, e instaurou um IPM (inquérito policial militar).

Na semana do dia 22 de agosto, o policial J.V.G., 31 anos, procurou a Polícia Civil de Sarandi e acusou o companheiro de farda M.A.O., 37 anos, pelo crime. Nesta semana, O. rebateu a acusação e disse ter sido G. o autor da execução.

Frente a frente

Diante da troca de acusações, o delegado Caetano não descartou acarear os dois policiais militares envolvidos no crime. Ele disse já ter autorização judicial para ouvir O. e G. frente a frente.

A acareação é um instrumento da investigação, que poderá ser usado caso necessário – , disse o delegado ao SarandiPR.com.

O delegado ainda não indiciou os policiais envolvidos, e disse que só indiciará após o término das investigações, que “não está longe de acabar” e “bem desenhada”.

delegado-sarandi-reginaldo-caetano-SarandiPR.comDelegado Reginaldo Caetano falou sobre o caso nesta quinta (1). Foto: Angelo Miloch / SarandiPR.com.

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